sábado, abril 01, 2006

Jantarada em Santos...

Já cheguei atrasada ao jantar
Mas ainda a tempo para comer
Tinha à minha espera um lugar
E um copo cheio para beber

Começamos a comer já tarde
O normal no grande Arquivo
O que vale é aguentar a fome
Com a sangria da qual não me esquivo

Ai que bela jantarada
Ai a tramada da sangria
Conto a minha vida desgraçada
Falo mais do que devia...

Acordo no dia seguinte bem disposta
Espero que ninguém tenha reparado
Procuro alguma resposta
Desespero por não ter encontrado

Penso no que disse e no que fiz
Gosto daquele clima assim
Em que todos falam com todos
E não fica cicatriz

Não me sinto sozinha
Quase sinto que gostam de mim
O que me vale é sair mais cedo
E nunca ver como seria o fim

Metem conversa e dizem piadas
Aquele caminho nunca esqueço
O espirito é óptimimo e as goladas
Fazem o efeito que já conheço

Chegamos à Botica
Onde me esperam para levar
À minha espera a malta fica
Mais uns copos vão buscar

Toca o telemóvel, já chegaram
Despeço-me do pessoal animada
Entro no carro e acho que não notaram
O estar meia corada

Vou cantando pelo caminho
Chega o desafio à garagem
Ir direita até ao elevador
Que consigo sem paragem

Vou ter saudades de Santos
Mesmo poucas noites lá passar
Mas quando lá passo são tantos
Os momentos para recordar

É nestes momentos em que me sinto livre
Capaz de assim ficar...
A noite não consome acompanha
A solidão de nunca amar...

A reflexão chega sempre a casa
Quando penso no futuro
E nestas noites em que ninguem espero
Não sinto buraco nem furo

Percebo agora que me vou divertir
Não fico dependente mais de ti
O sonho que tive contigo
Se calhar já viu o seu fim.

Venha a Gala!!

By Pomegranate