Um dia sonhei...
Um dia sonhei...
Que nos encontravamos por casualidade... esbarravamos um no outro como por magia e na vida um do outro permaneciamos fruto do destino... de uma insistência aleatória e transcendente!
Fomos saindo... fomos conhecendo-nos melhor... e cada saída, cada maravilha, cada atitude, um ponto a favor... cada momento, um tesouro que fazia crescer em mim aquele sentimento que a medo tentava descobrir se era correspondido... Aquelas festas no meu braço, as festas no teu... as festa na minha cabeça quando fingia dormir e te sentaste ao meu lado... o toque das tuas mãos quando esperava o café que pedia para prolongar o almoço... o sorriso quando me vias...
Ai... tanto que sonhei... que aconteceu... o teu beijo... com sabor a pastilha... daqueles sabores que ainda me fazem lembrá-lo quando como uma... sabor a morango, menta, frutos silvestres... daqueles beijos sem pressa nem fome... calmos mas sedentos... recalcados pela vontade já muitas vezes reprimida...
Será que significou o mesmo para ti? Foi esperar para ver... e sempre ver... e sentir... os teus abraços à volta da minha cintura, à volta do meu pescoço... os abraços que me esmagaram... e que me encantaram... o SIM esbarrado na tua cara! A segurança de quem sabe o que sempre quis e conseguiu o que queria!
A felicidade... o coração que bate mais forte que o normal... que cansa mas sabe tão bem... quando de repente recebi um tok teu... uma mensagem tua a recordar-me o quanto gostaste de estar comigo... que estavas a pensar em mim... e que não se conseguias te concentrar... e eu deitada só a recordar e a projectar o futuro que de tão cheia que estou que só a mim pode pertencer...
O pôr do sol arrefecido pelo clima natalício que iluminou o moinho da escola enquanto me beijavas, o cinema do saldanha com as cadeiras fofas, a noite de gala em que me fizeste companhia, o teu braço que me fazia companhia a atravessar a rua, o passeio pelo jardim de Belém...
Apetecia-me estar contigo... estar contigo a toda a hora... faltar às aulas se fosse preciso... e tu faltavas às tuas, aos teus treinos, aos almoços com os teus amigos... não interessava o que era... o pouco tempo livre que tinhas era para mim! E o que eu tinha era pra ti... para ficarmos uma tarde inteira enrolados um com o outro em tua casa... para me mimares como só tu sabias... sentir-te perto de mim... a tua pele macia, o teu cheiro, o teu olhar... para esperar que tomasses banho, ver-te a fazer a barba... depois de uma noite em que não dormiamos... mas que nada fazias sem que te pedisse...
Adorava as horas passadas ao telefone... que me deixavam cheia de sono no dia seguinte, mas não importava... gostava de falar contigo e ouvir as tuas histórias... conhecer-te e tu a mim...
E quanto mais me conhecias mais te enchia as medidas... mais que toda a tracção que te fez insistires comigo... fascinava-te o que eu era, o que eu fazia e como fazia... "POME POWER" como disseste uma vez...
Surpreendias-me... quando te despedias de mim eras capaz de fazer parar o metro só para me mandar mais um beijo... as portas abriam só por tua causa! Entraste para o coro musical só para estar mais um pouco comigo... e nunca te atrasavas...
O tempo seguia sem precalços... adorava os sitios onde me levavas para almoçar e jantar... o cavalheirismo com que pedias e pagavas a conta...
Adorei a forma destemida com que assumiste a nossa relação à frente dos teus amigos, como me apresentaste orgulhosamente a todos... na magia daquelas praxes exóticas que fazem na tua faculdade... que vista magnífica!
Dizias que era assim que imaginavas a mãe dos teus filhos, convidaste-me para ir até tua casa conhecer os teus pais e tuas irmãs... cheguei a ir a um casamento das tuas primas... e adorava quando me convidavas para dançar e me gabavas o jeito mesmo sem nada saber... e é tão bom dançar... e ser conduzida... e não ter de pensar... e sentir que estás ali comigo e comigo queres continuar a estar... que não tens medo de me perder e dás valor a eu estar ali contigo e contigo querer continuar a estar...
Deitei-me cansada... deitaste-te a meu lado... deste-me a mão e perguntaste se ainda estava a acordada... olhaste-me nos olhos, deste-me uma festa, um beijo na bochecha... e não precisaste de dizer nada... "Eu também...".
Adormeci...
Vários dias acordei... e nunca mais te voltei a ver...
Fomos saindo... fomos conhecendo-nos melhor... e cada saída, cada maravilha, cada atitude, um ponto a favor... cada momento, um tesouro que fazia crescer em mim aquele sentimento que a medo tentava descobrir se era correspondido... Aquelas festas no meu braço, as festas no teu... as festa na minha cabeça quando fingia dormir e te sentaste ao meu lado... o toque das tuas mãos quando esperava o café que pedia para prolongar o almoço... o sorriso quando me vias...
Ai... tanto que sonhei... que aconteceu... o teu beijo... com sabor a pastilha... daqueles sabores que ainda me fazem lembrá-lo quando como uma... sabor a morango, menta, frutos silvestres... daqueles beijos sem pressa nem fome... calmos mas sedentos... recalcados pela vontade já muitas vezes reprimida...
Será que significou o mesmo para ti? Foi esperar para ver... e sempre ver... e sentir... os teus abraços à volta da minha cintura, à volta do meu pescoço... os abraços que me esmagaram... e que me encantaram... o SIM esbarrado na tua cara! A segurança de quem sabe o que sempre quis e conseguiu o que queria!
A felicidade... o coração que bate mais forte que o normal... que cansa mas sabe tão bem... quando de repente recebi um tok teu... uma mensagem tua a recordar-me o quanto gostaste de estar comigo... que estavas a pensar em mim... e que não se conseguias te concentrar... e eu deitada só a recordar e a projectar o futuro que de tão cheia que estou que só a mim pode pertencer...
O pôr do sol arrefecido pelo clima natalício que iluminou o moinho da escola enquanto me beijavas, o cinema do saldanha com as cadeiras fofas, a noite de gala em que me fizeste companhia, o teu braço que me fazia companhia a atravessar a rua, o passeio pelo jardim de Belém...
Apetecia-me estar contigo... estar contigo a toda a hora... faltar às aulas se fosse preciso... e tu faltavas às tuas, aos teus treinos, aos almoços com os teus amigos... não interessava o que era... o pouco tempo livre que tinhas era para mim! E o que eu tinha era pra ti... para ficarmos uma tarde inteira enrolados um com o outro em tua casa... para me mimares como só tu sabias... sentir-te perto de mim... a tua pele macia, o teu cheiro, o teu olhar... para esperar que tomasses banho, ver-te a fazer a barba... depois de uma noite em que não dormiamos... mas que nada fazias sem que te pedisse...
Adorava as horas passadas ao telefone... que me deixavam cheia de sono no dia seguinte, mas não importava... gostava de falar contigo e ouvir as tuas histórias... conhecer-te e tu a mim...
E quanto mais me conhecias mais te enchia as medidas... mais que toda a tracção que te fez insistires comigo... fascinava-te o que eu era, o que eu fazia e como fazia... "POME POWER" como disseste uma vez...
Surpreendias-me... quando te despedias de mim eras capaz de fazer parar o metro só para me mandar mais um beijo... as portas abriam só por tua causa! Entraste para o coro musical só para estar mais um pouco comigo... e nunca te atrasavas...
O tempo seguia sem precalços... adorava os sitios onde me levavas para almoçar e jantar... o cavalheirismo com que pedias e pagavas a conta...
Adorei a forma destemida com que assumiste a nossa relação à frente dos teus amigos, como me apresentaste orgulhosamente a todos... na magia daquelas praxes exóticas que fazem na tua faculdade... que vista magnífica!
Dizias que era assim que imaginavas a mãe dos teus filhos, convidaste-me para ir até tua casa conhecer os teus pais e tuas irmãs... cheguei a ir a um casamento das tuas primas... e adorava quando me convidavas para dançar e me gabavas o jeito mesmo sem nada saber... e é tão bom dançar... e ser conduzida... e não ter de pensar... e sentir que estás ali comigo e comigo queres continuar a estar... que não tens medo de me perder e dás valor a eu estar ali contigo e contigo querer continuar a estar...
Deitei-me cansada... deitaste-te a meu lado... deste-me a mão e perguntaste se ainda estava a acordada... olhaste-me nos olhos, deste-me uma festa, um beijo na bochecha... e não precisaste de dizer nada... "Eu também...".
Adormeci...
Vários dias acordei... e nunca mais te voltei a ver...


2 Comments:
Muito bonito o teu sonho. Roça quase a perfeição, mas para perfeito ser é preciso ser vivido...;)
Vivido já ele foi... aos bochechos e por diferentes personagens! Pena foi acabar sempre que adormecia... ou acordava!
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