Uma história como a minha... num dia em que estudar não faz sentido!
A História do C .
«O C tinha boas notas. Foi incentivado a continuar, passando por cima de tudo e todos para lutar pela tão desejada média de entrada na faculdade. À medida que se aproximava do 12º ano começava a cortar da sua vida toda e qualquer actividade que lhe ocupasse demasiado tempo. Tudo para se dedicar somente ao “marranço intensivo”, em prol da entrada no prestigiado Curso de Biomedicofisicotreta. Assim que entrou no curso voltou a esquecer o mundo à sua volta, já que era necessário acabá-lo depressa e com boa média para começar a trabalhar! A sua vida, essa, foi sendo sucessivamente adiada para mais tarde...
Terminou o curso em tempo recorde e com média bastante boa! Deitou a língua de fora de cansaço e disse para si mesmo: “O pior já está!”. Entretanto começou a enviar currículos, procurar emprego, ir a entrevistas... Mas parecia estar a ser difícil encontrar o que procurava, o que era inaceitável tendo em conta a média extraordinária com que acabou o curso! Começou a sentir que algo estava mal... Finalmente foi aceite para trabalhar e os seus sonhos iam por fim tornar-se realidade. Um mês depois de começar já estava a desejar nunca ter tirado aquele curso pois nada correspondia às suas expectativas. No entanto o ordenado era bom, mas a vida, essa, continuou a ser adiada para mais tarde...»
A maioria de nós crescemos como o C , amedrontados pelo futuro que nos espera, conscientes de que nos é exigido um esforço muito grande para tomarmos um lugar na sociedade. Adoptamos um estilo de vida competitivo muito pouco saudável, com o objectivo de ser, não só melhor, mas também O Melhor! Seguimos o caminho que ao nosso redor nos induzem a seguir, esquecendo-nos do nosso próprio caminho, da nossa própria vida. É, desta forma, normal que fechemos os olhos às coisas novas e interessantes, e que cresçamos com a ideia de que o mundo é uma mera luta pela sobrevivência! E será, sem dúvida, se nos esquecermos de ser felizes.
A vida do C tornou-se uma seca descomunal, como era de esperar! De que serviu o Curso de Não-Sei-Quê se nunca houve sequer a hipótese de experimentar as escolhas feitas? De que valeu todo o esforço se este foi feito obsessivamente e com os olhos tapados para o resto do mundo?
Se queremos alcançar um objectivo, fazer uma escolha, então deixemos as pressas, as obsessões e as opiniões generalizadas e façamo-lo de uma forma divertida e construtiva!


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