segunda-feira, agosto 15, 2005

O QUE É QUE EU FAÇO???

Depois de duas semanas de férias maravilhosas, passadas na Oura, em boa companhia... depois de me divertir e gozar a noite como nunca, de perceber que vivo bem sem ti...
Regressei...
E mesmo a poucos dias do regresso já me assolava a incerteza... o medo de voltar e não estar curada...
Passaram os dois meses, a dead line a que me propus para te esquecer...

Mas quando chego vejo no teu blog estas duas postagens:


Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Quando te esquecerei?

Revejo os instantes e vejo que o tempo, a destempo, ensina a dizer que te amo, que te lembro quando é tarde, quando a noite do tempo deitou-se para sempre entre nós, como água sem barco, como margens sem rio como um dia sem horas.
Difícil começar a dizer da saudade que sofro, da angústia que vivo, da dor que me ataca, da culpa que sinto, que não é vã, mas justa: mea culpa, mea máxima culpa. E os minutos, esses que teimam em ficar horas a lembrar-te; e as horas, que ficam dias teimando em reviver os instantes que não voltam, apenas desamarram as palavras que impunes e sem medo se escrevem letra a letra lapidando um pedido de socorro, rabiscando um retorno ao passado, esculpindo um desejo de futuro, conquistando uma oportunidade de ventura.
Sim, não nego: quis construir uma ponte de amor, um dizer de saudade, um grito de esperança, um pedido de clemência. Nem mais, nem menos, nem muito ou pouco, nem tarde ou nunca: um tudo ou nada. Sim, um poema de amor manchado de saudade, pintado em cor de remorso, é o que tento iniciar e não consigo, pois dizendo que sim, que te amo e não te esqueço, não começo, mas termino.
E isso faço, começo terminando com um resto de esperança, que é o fim de todos os princípios, e repito, como um disco, que te amo, que te amo, e que deixar-te foi tão duro como te saber distante. E termino começando, pronunciando o teu nome, o que até agora apenas me atrevia: vivendo de amor, e não morrendo, suando de ternura e não de angústia gritando de esperança e não de raiva, é como digo que te amo...
Adaptado por mim, para ti...


Sexta-feira, Agosto 12, 2005

Tu...

Era assim tímido esse olhar,
A mesma graça, o mesmo ar;
Corava da mesma cor,
Aquela visão que eu vi
Quando eu sonhava de amor,
Quando em sonhos me perdi.
Toda assim; o porte altivo,
O semblante pensativo,
E uma suave tristeza
Que por toda ela descia
Como um véu que lhe envolvia,
Que lhe adoçava a beleza.
Era assim; e seu falar,
Ingênuo e quase vulgar,
Tinha o poder da razão
Que penetra, não seduz;
Não era fogo, era luz
Que mandava ao coração.
Nos olhos tinha esse lume,
No seio o mesmo perfume,
Um cheiro a rosas celestes,
Rosas brancas, puras, finas,
Viçosas como bonecas,
Singelas sem ser agrestes.
Mas não és tu... ai! não és:
Toda a ilusão se desfez.
Não és aquela que eu vi,
Não és a mesma visão,
Que essa tinha em meu coração,
Tinha, que eu bem lhe senti.

Almeida Garret

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É inevitável fraquejar... muitas vezes questionei que sería impossível não te lembrares, não recordares... tinha medo que as últimas semanas de namoro e as discussões tivessem apagado aquilo que soube que sentiste... tão puro e igual a mim...

Parece que não... espero que quem recordes seja eu... que em quem penses seja eu... e espero acima de tudo que quem não esqueças seja eu... para que um dia possamos recomeçar como devíamos... com a calma de quem já perdeu e sobreviveu, mas com a pressa de quem não quer voltar a perder...

Puxa!!!... Então porque eras tão frio quando falavas comigo na net? Serão estes posts simples sentimentos de culpa pela perda que sabiamos inevitável? Não me querias dar esperanças sem saber o que querias? Amas-me ... como disseste uma vez e no fim te questionei... terás ficado a pensar nisso até perceber agora?

Apetecia-me comentar os posts... n sei com quê... mas apenas dar a entender que não quero que me esqueças... mas não quero parecer desesperada... não o vou fazer... nem estou... quero ter calma... mas não te perder... mas também não tenho nada a perder, porque não te tenho... grrrrrrrrrrr... quero arrancar esta cabeça que só faz filmes!!!

O que é que eu faço???

1 Comments:

At 15 agosto, 2005 17:03, Anonymous Anónimo said...

Boa pergunta!! Sinceramente...axo k vale mais viver na certeza k na dúvida! pk n perguntar? sim...eu sei...é n querer dar "parte fraca", e querer mostrar k n "tás nem aí" ... ;) Se ele se sente assim tão culpado pk é k ele n te diz msm directamente? É esperar pra ver o k se segue!

 

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