sexta-feira, agosto 19, 2005

Este poema é lindo...

Desfecho
Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte.)
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.

Miguel Torga

4 Comments:

At 19 agosto, 2005 02:09, Anonymous Anónimo said...

(...)
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada

go on ...ur life is now turning a new leaf!

 
At 19 agosto, 2005 02:12, Blogger Pomegranate said...

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Ai... só podia ser Miguel... Torga! lol :-)

 
At 19 agosto, 2005 14:37, Anonymous Anónimo said...

vou copiar vou copiar xD LOOOL lamento mesmo mas vou pôr no meu fotolog :\

*****

PS: olha la oh bacana, haveras de ir pos copos aki na minha terrinha n? xD eu pago! lOL

 
At 19 agosto, 2005 15:51, Blogger Pomegranate said...

Ai é? Lol... talvez vá, se a Kátia convencer o meu irmão! Talvez vá à festa lá pa 29... ainda não sei de nada! Mas espero bem que me pagues! lolol

 

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