sábado, junho 25, 2005

Nós...

Felizmente cai...

Felizmente agora... ou antes... quando a queda foi acompanhada por ti e nem a queda sabia... simplesmente sabia ao doce envolver... com o medo de te perder... que se foi agravando e concretizando... até que te perdi!

Mas foi bom...
É raiva agora... por ter sido tão bom... por bater certo o que queria que batesse... os parvos dos requesitos mínimos que eram cumpridos ao milésimo... excepto um!

O patético requisito de não querer ouvir o que me disseste... por já saber que era coisa do momento, pois nem nos conheciamos assim tão bem...

..."AMO-TE"...

... porque foste tu dizer uma coisa daquelas... com apenas um mês de namoro??! Logo no momento em que mais próximos estavamos... tão próximos que eu não me consigo esquecer... não consigo, quero... mas tenho medo de esquecer... não interessa... a verdade é que criou uma estupida pressão em mim por não ter correspondido... por te ter magoado por não ter correspondido? por te afastar por não corresponder...? mas medo de te perder por corresponder de mais sem ter de o dizer...

Disse-o... custou... pensei... medi prós e contras... já o disse tanta vez sem sentir de facto... qual era o drama?!... disse-o mais uma vez sem o sentir... porque acho sempre que posso gostar mais... sentir mais... e dar mais de mim... até que acaba e sinto que dei demais! Mais do que devia, mais do que tu me deste...

E é mesmo isso que doi... ter dado tanto e basear-me no tanto que dei e no tanto que eu senti que me deste, apesar de tudo... e chegar ao fim e só querer recuperar esses momentos tão bons, tao nossos... tão pequenos... e fazê-los GRANDES e únicos!! Ao ponto de nos dar forças para recuperar a relação em progressiva degradação...

Como?? Como é que esqueceste??... como é que tudo o que vivemos não é razão suficiente para tentar voltar?... porque que é que não é??... será que me enganaste? Deixei-me enganar?... eu não me costumo deixar enganar... nem da 1a vez que me negaste me enganaste... ou melhor... magoaste, isso sim, por me sentir enganada... mas quem estava enganado afinal eras tu e não eu... e por isso não me enganaste!

Mas quem é que fica uma semana a pensar se quer namorar com outra ou não depois de lhe dar para trás como tu me deste? Com a calma de quem nada tem a perder... com a calma de quem não gosta?? Mas se não gostavas... como mostraste o contrário tão bem?...

Mandaste-me tok quando ainda não tinha certezas, combinamos passear naquela bendita tarde... no fim-de-semana falamos até as 3h da manhã, mesmo tendo tu de trabalhar às 8h da manhã... esperavamos por mim para almoçar... na fila da cantina os teus braços surpreendiam-me num doce abraço à volta do meu pescoço... num carinho inigualavél... os intervalos em que eu saia em pulgas para estar contigo... acho que nunca arrumei tão depressa as minhas coisas, nunca fui tanta vez a 1a a sair da sala... e cada vez mais caia... no medo de me envolver... de tu me teres... e de eu agora te ter e poder deixar de ter... tu vinhas... jantavamos... as pizzas de sempre... "viamos" filmes para fazer tempo até não te deixar ir embora... e ficavamos... tu no sofá e eu no chão... até nos levantarmos de madrugada para me preparar e ainda passarmos por tua casa para tu te preparares... cada vez mais próximos... tão felizes... não nos largavamos... mesmo quando fomos ver a peça de teatro lá na escola... e conheceste os meus pais... estavamos tão bem!!! Meu irmão preocupado perguntava-me se não era cedo demais... mas eu dizia que não... não era... mas foi!... Voltaste... encontraste uma calçadeira... já sabias onde ficavam os guardanapos... nunca te deixei tocar piano por causa dos vizinhos... fizemos o jantar... os dois na cozinha que nem um casal recém casado... os dois no chão que se dormia melhor... e mais uma vez a acordar de madrugada na loucura apressada do encontro do outro lado da estrada para não sermos vistos... chegava o fim-de-semana e eu sentia tua falta... tua prensença tão ausente que doia... numa benção em que só pensava em ti e em estar contigo e tu longe sem me dizeres nada... mas chegou o domingo... Benfica campeão! Nem torço por eles, mas festejei naquela noite... ansiosa pela tua chegada enquanto via os mergulhos mais doidos na rotunda cheia de gente... até que vejo o teu carro passar e foste ter comigo e disseste que eu estava gira... e todas as queixas que tinha relativas à tua ausência se desfizeram com o sentimento que me transmitias... com o doce que tu eras... e que eu te chamava... quando me abraçavas daquela forma... um hamburger do Lidl aquecido no micro-ondas, mas foi o que se arranjou... uma noite inesquecível se seguiu... em que te dei o benefício de quem pensa que acertou e te concedi deitares-te no território proibido onde me deito todas as noites e me lembro de ti... da nossa directa... da luz acesa, da luz apagada... da tua t-shirt branca... das minhas pernas macias... de não adormecer, de só te querer ver... e do que me disseste... e que eu não queria ouvir... do dia a dormir que se seguiu... em que não nos separámos... não me lembro do dia em si, só me lembro de ti... de nós sempre juntos, sem sombra de dúvidas... de voltares para jantar e adormecermos no meu sofá... numa corrida contra o tempo para não sermos apanhados... enquanto te fiz o jantar e docemente te acordei para comeres... foste embora ensonado... ADORO-TE!!! ...

Nessa mesma semana fui a tua casa várias vezes... a rotina carinhosa de te ver fazer o saco era docemente encoberta pelos abraços que davamos no teu sofá... no corredor... no teu quarto... até demais... sentimo-nos mal... começamos a descambar... aquilo que tanto nos uniu (sim... que foi isso que mais nos apróximou...) começou a afastar-nos... com o receio de se tornar rotina... até que já nem rotina, nem nada acontecia... os exames, o estudo, o stress... o afastamento começava... as discussões surgiam... os simples desencontros desembocavam em tragédias mexicanas... culpa minha... culpa tua que nada fazias para evitar... sugeriste uma saída aos santos populares num dia que tavas mais folgado... o entusiasmo de estar comigo ia diminuindo... os ciumes aumentavam sem razão, a não ser o teu silêncio... cancelaste o jantar... fiquei para morrer... esperava que quisesses estar mesmo comigo... que isso fosse mais importante... ignoraste-me enquanto chorava num ombro amigo... foste lá ter depois... depois já dava para irmos jantar... porque me viste assim?... wrong answer!! devias querer estar comigo!!! quase acabamos... mas não... recombinamos a saída aos santos... fui para casa recambiada para te deixar estudar... arrependi-me, deviamos ter acabado... não queria voltar a passar por aquilo para acabar! calei-me... chorei... não comi... não dormir... chorei... e pensei... "puxa... já fomos tão felizes"... há umas semanas atrás... estavamos tão bem!!! como eu sempre sonhei... a sentir o que devia, a ser correspondida como esperava... com a sorte de quem acerta! de quem já sonha... de quem não imagina um fim próximo! de quem só deseja não sentir o que sentia quando te perdesse... com o realismo de que te perderia... mas longe... longe de agora!!! jamais agora... Arranjei forças... prometi fazer das tripas coraçao (literalmente)... no Domingo tinha de dar certo! Tomavamos consciencia de que não nos conheciamos assim tão bem, que não eramos tão próximos... mas eu acreditava que podiamos creser juntos... conhecermo-nos juntos, porque o que tinhamos vivido valia essa pena... tinhamos de recuperar a felicidade sufocada pelas discussões e inseguranças... eu cada vez mais insegura em relação ao que sentias por mim... mas não queria desistir... até que tu desististe de mim... pela tua vida própria... pela tua independência... acabou!!!

Mas eu sentia-me tão melhor contigo do que sem ti... sentia aquela coisa estranha de me faltar um bocado quando não estava contigo... eu não vi nenhum rapaz giro na Gala... eu não via mais nada... incrivelmente cor-de-rosa... e tudo corria tão bem... os teus amigos gostavam de mim... ou viam em mim uma mais-valia... nunca percebi... lol...

Os dias passam... Os exames fazem-se... O clima acalma... E só me ficava uma pergunta: Seria a única solução?! E quando os exames acabarem... As férias começarem... não haveria solução?! E quando as férias acabarem... E as aulas começarem... tropeçarei na ilusão?! Serei a única com esta preocupação?!...

Mais uma loucura... tentei espetar-lhe um beijo... roubei-lhe dois... os dois últimos... para pena minha, pena das irmãs dele que simpatizaram comigo e me perguntavam quando ia lá... e tu sorrias... pediste-me desculpas... vezes e vezes sem conta, pelas vezes que não pediste... e eu só chorava... com a quantidade de coisas que me lembrava e não conseguia se quer dizer com medo de me argumentar tão bem e que voltasses para mim por eu te recordar os bons momentos que passamos... não te queria recordar... tu é que devias lembrar-te deles... como eu me lembro em cada gesto que faço, cada passo que dou e embato contra coisas que se relacionam e me lembram de ti a cada instante...

Agora só me resta esquecer-te... não quiseste recuperar o que tinhamos... não dava para voltar... não tinha futuro e eu sei!! eu sei que não tinha... sei-o tão bem quanto tu... mas sei que não tinha porque tu não querias... não sei quando deixaste de querer, nem porquê... e culpo-me a mim por não ter percebido... mas isso passa... como tudo passa... se não tivermos esperanças... se não te vir... se tirar o filtro cor de rosa que te vê perfeito aos meus olhos... e que sei que não é real... é a ficção que o meu coração criou... quando bateu... por ti...



"Não consigo perceber porque é que nos separámos depois do mais espantoso e intenso romance de toda a minha vida. O [...] era a minha alma gémea. Dávamo-nos bem em tudo. Talvez demasiado bem, porque nos isolámos do mundo. Vivíamos um para ooutro. Acho que foi isso que matou a nossa relação. De tanto respirar o mesmo ar ficámos sem oxigénio." in Sei lá

2 Comments:

At 15 julho, 2005 17:23, Blogger Pomegranate said...

As opiniões são sempre benvindas! :-)

E tens razão... devia mm era ter a coragem de não voltar atrás... a tentação é grande, as recordações constantes... mas no fundo sabemos bem quando as coisas não têm futuro... os tais pequenos promenores que sabemos no fundo que no futuro terão o seu significado agravado... mas que preferimos ignorar porque estamos CEGOS... e das duas uma... ou a CEGUEIRA nunca passa e somos felizes para sempre... (duvido) ou então as coisas MUDAM...

Alguém resistente à mudança é uma boa ideia... mas mudar as coisas más também é bom! :-P Mudar os pequenos promenores que ignoramos... isso também era bom! :-)

 
At 16 fevereiro, 2006 21:47, Anonymous Anónimo said...

Não posso deixar de te agradecer os momentos que passámos, o que contigo aprendi. As desculpas, por mais que sejam sentidas, nunca chegam para nos libertarmos do sentimento de culpa que nos agarrou. A mim. Fico feliz por saber que superaste, e por saber que a tua vida continua. Sim, fiquei feliz quando te vi de mão dada com o outro rapaz. Nesse momento senti o peso enorme do teu sofrimento sair de mim.
Agradeço pelos erros que cometi, erros que me ensinaram muito. Muito do que não posso fazer...

Jorge

 

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